
| A história da TAM
remonta ao início dos anos 60, quando a agricultura e a
criação de gado entravam em fase de rápida expansão
nos estados do Centro-sul do Brasil, época em que novas
fazendas e diversos empreendimentos agropecuários eram
implantados no Norte do Paraná, interior de São Paulo e
Sul de Mato Grosso A falta de uma rede de estradas pavimentadas e de ferrovias que possibilitassem deslocamentos rápidos fez com que o transporte aéreo se tornasse de relevante importância para a integração da região. Muitos campos de pouso foram abertos e a frota de aviões cresceu. É nesse momento que tem início a história da TAM, fundada por um grupo de empresários em janeiro de 1961, na cidade de Marília, estado de São Paulo. A TAM - Táxi Aéreo Marília - teve como primeiras aeronaves de sua frota alguns Cessna 180. |
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| Em maio de 1963, ingressou na TAM Rolim Adolfo Amaro, um piloto com 21 anos de idade, nascido em São José do Rio Preto, e que iniciara sua carreira comandando um pequeno Cessna 140 no interior do Estado de Mato Grosso. Entusiasta da aviação, possuído por um desejo de crescer junto com a nova empresa e dotado de grande capacidade de trabalho e tino comercial, Rolim despertou a atenção de Orlando Ometto, então acionista majoritário da empresa, e em poucos anos ascendeu à condição de sócio. Com visão e instinto empreendedor, ampliou a frota da TAM e rapidamente assumiu sua direção. | ![]() |
| Transferiu, mais
tarde, a sede para São Paulo, onde até hoje se encontra
e tem sua principal base. Diversos tipos de aeronaves foram utilizadas na primeira década de operação da TAM, destacando-se os Cessna de asa alta, o Cessna 310 e o Piper Aztec. O grande salto inicial para a modernização da frota deu-se em 1972, com a compra de dez Cessna 402, primeiros bimotores utilizados em táxi aéreo no Brasil que dispunham de radar meteorológico, assentos individuais e eram homologados para vôo por instrumentos. Em 1974, a frota foi acrescida de um Cessna 206 e três Cessna 310 oriundos da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Tratava-se de um contrato inédito, segundo o qual a TAM se responsabilizava pela manutenção e operação das aeronaves, prestando serviços e fornecendo tripulações ao órgão proprietário, e utilizando-as para serviços próprios nos períodos de ociosidade das mesmas. Ainda em 1974, a TAM começou a operar, em caráter experimental, a primeira rota regional regular, ligando São José dos Campos (Estado de São Paulo) ao Rio de Janeiro. Segundo seu Presidente, esse serviço funcionou com déficit durante dois anos, mas pôde comprovar a viabilidade das pequenas linhas regulares, e ensinou à empresa como operá-las de maneira eficiente. Com base na experiência adquirida, o Ministério da Aeronáutica estabeleceu, em 1975, as regras para a implantação dos serviços aéreos regionais no Brasil. |
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| A TAM foi uma das cinco empresas contempladas, entre diversas interessadas, recebendo como área de atuação os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. A companhia iniciou a sua primeira linha, após a regulamentação do transporte aéreo regional no país, ligando as cidades de São Paulo e Araraquara, com aviões Embraer EMB-110 Bandeirante, anteriormente pertencentes à VASP. Nos anos seguintes, a TAM expandiu sua malha de rotas, implantando novas bases e abrindo novos escritórios.Em 1978, adquiriu o controle da Aerotaxi Paulista, empresa de táxi aérea sediada em São Paulo. | |
| Pôde, assim,
reforçar seus serviços de afretamento, reduzidos desde
a implantação da linha aérea regional, que havia
provocado uma completa reestruturação interna. O
transporte regular de passageiros e cargas, por suas
características diversas dos serviços de afretamento,
exige um maior número de aeronaves, uma frota
padronizada e uma estrutura de apoio em terra mais
complexa. Tal diversificação de atividades fez com que
o Comandante Rolim as repartisse entre duas empresas
distintas: a TAM - Táxi Aéreo Marília, responsável
pelos serviços de táxi aéreo, e a TAM - Transportes
Aéreos Regionais, responsável pelas linhas regulares,
então operadas com aviões EMB-110 Bandeirante e Cessna
402. O rápido crescimento dos serviços regionais levou à necessidade de se adquirir aeronaves de maior porte e, em 1979, após estudos com os diversos modelos disponíveis no mercado, a TAM optou pela compra de seus primeiros Fokker F-27, que chegariam no ano seguinte, com configuração para 40 ou 44 passageiros. A incorporação desses aviões à frota obrigou a companhia a reciclar pilotos e equipes de manutenção, além de adequar suas bases para a operação dos mesmos. No mesmo período, a TAM integrou-se ao sistema informatizado de reserva de passagens e controle de vôos da VASP. Em 1982, mais uma empresa de táxi aéreo, a ORA - Oeste Redes Aéreas - foi adquirida pela TAM. Em 1983, foram separados definitivamente os controles de operações dos serviços regionais e de táxi aéreo. |
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| Em 1986, a TAM assumiu o controle da Votec regional, ficando as atividades desta última restritas aos serviços de afretamento e off-shore ( transporte de pessoal, em helicópteros, de terra para plataformas de prospecção e extração de petróleo em alto-mar ). Imediatamente, a Votec regional foi integrada aos serviços do grupo TAM, sendo rebatizada como BR Central. A partir daí, toda a operação passou a ser controlada por uma única central, baseada na capital paulista. A frota, agora inteiramente padronizada, passava a contar exclusivamente com aviões EMB-110 Bandeirante e F-27. | |
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No final dos anos 80, estudos visando à modernização da frota aprovaram a escolha do jato Fokker 100 para as rotas de maior demanda da empresa (vôos entre capitais de estados do Sul e Sudeste e principais cidades do interior paulista). Ao mesmo tempo, decidiu-se pela escolha do Cessna 208 Caravan como substituto para o EMB-110 Bandeirante, em função de seu custo operacional baixo. Foram adquiridos, a partir de 1990, 25 Cessna 208, com capacidade para 14 passageiros, ao custo unitário de US$ 1,2 milhão (hoje o grupo TAM detém a maior frota deste tipo de avião em toda a América Latina). |
| Em 1991, a TAM recebeu
por um curto período de tempo, para testes, um Fokker
50. Esse modelo veio a substituir os Fokker F-27, que
não mais operam na empresa. Com a desregulamentação do transporte aéreo no Brasil, e com a criação de duas novas empresas sob o controle da holding (TAM Meridional e TAM Mercosul), a TAM foi autorizada a voar entre os aeroportos das principais capitais brasileiras e para algumas cidades da América do Sul. No final dos anos 90, após estudos para a escolha de sua frota para o século XXI, o grupo TAM optou pela família Airbus, fechando encomendas firmes para cinco A330-200, com opção para outros cinco. |
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| A TAM foi o primeiro cliente deste modelo de avião na América Latina, anunciando a encomenda durante a feira de Farnborough, em 1997, A319 e A320 (contrato assinado em conjunto com a LanChile e Grupo TACA, em 1998, cabendo à empresa brasileira um total de 25 A319 e 13 A320), os quais aos poucos substituirão os Fokker 100 nas rotas de maior densidade. | |
| A chegada dos A330, em 1998, marcou o início dos vôos intercontinentais da empresa. A primeira rota trafegada com os novos aviões liga São Paulo a Miami, vôo operado em code-share com a American Airlines. Meses mais tarde, foram iniciados os vôos para a Europa, servindo Paris, em code-share com a Air France. Os primeiros A319 chegaram em 1999,e passaram a ser empregados principalmente nos vôos entre São Paulo e Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. No início de 2000, foram recebidos os dois primeiros A320 e apresentada a nova identidade visual dos aviões sendo o azul da cauda substituído pelo vermelho, aplicado também na carenagem das turbinas, em alusão a uma das principais marcas da TAM, o tradicional tapete |
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| vermelho estendido na porta dos aviões no embarque e desembarque de seus passageiros. Hoje a empresa possui uma das frotas mais jovens da aviação comercial brasileira, sendo a primeira no país a adotar os aviões de última geração da Airbus Industrie. | |
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Um dos principais fatores para o sucesso da TAM sempre foi seu atendimento diferenciado ao passageiro. Refeições quentes e cardápio variado, mesmo em vôos de curta duração, salas VIP nos principais aeroportos servidos pela empresa, o tradicional "tapete vermelho", poltronas de couro como padrão em seus jatos e um dos mais vantajosos programas de milhagem do mercado, o Fidelidade, atraíram inicialmente a preferência de passageiros que viajavam a negócios, tornando-a, posteriormente, conhecida também entre o público em geral. Há algum tempo, era comum ver-se o próprio Comandante Rolim cumprimentando pessoalmente os passageiros da empresa durante o embarque, no Aeroporto de Congonhas. |
Texto Adaptado de Daniel Carneiro
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